Palácio da Justiça de Bruxelas

Não canso de falar para meus amigos que Bruxelas foi uma grata surpresa durante a minha estadia na Europa. Acontece que sempre quando eu falava que a cidade estava no meu roteiro, muitos me diziam que não era um bom destino turístico. Que não havia muita coisa interessante para fazer e que se eu realmente quisesse uma cidade legal na Bélgica, poderia ir pra Antuérpia ou Bruges.

O resultado da insistência destes orientadores, foi que fiquei em Bruxelas. Por pouco tempo, mas a visitei e mesmo em dois dias não completos, consegui me apaixonar pela cidade, pelas suas ruas, construções e história. E até pela gente que foi muito simpática quando eu pedi informação.

A minha bestificação foi generalizada com o tamanho e beleza dos edifícios de lá. Um mais bonito que o outro, em especial as igrejas com seu estilo gótico. Bem diferente do que temos em Roma, na verdade, mas de igual magnitude. Entretanto, além das igrejas um prédio me chamou muito a atenção: o palácio da Justiça.

É incrivelmente grande, bonito e imponente. É um monumento digno de uma visita bem demorada, daquelas que você aproveita para ficar plantado no mesmo lugar observando como o ser humano é capaz de construir algo daquele jeito. Onde a gente para e pensa: “O ser humano não é nada. Apenas um pontinho qualquer no universo, porque se aqui sou um zé ninguém comparado com o tamanho do lugar, imagina se fizer um comparativo com o tamanho do planeta, da galáxia… do universo infinito”.

Inteior do Palácio da Justiça de Bruxelas
Interior do Palácio da Justiça de Bruxelas

Além da adjetivação dada nos parágrafos anteriores, não posso me esquecer de qualifica-lo como “chique demais”. Porém, nem só com flores uma história é escrita. Para a construção deste agora ícone Belga, muitas coisas foram destruídas. E conta-se que boa parte do bairro foi derrubada, embora não com o consentimento dos residentes, para que suas robustas paredes de concreto fossem erguidas.

O palácio de novo não tem nada. O início da sua construção se deu em 1883 no reinado de Leopoldo II, porém teve como idealizador o seu antecessor, o Rei Leopoldo I. O responsável  técnico da obra foi arquiteto Joseph Pularta e a conclusão (não total, porque diz-se que a obra é infindável) se deu 20 anos após o assentamento do primeiro tijolo.

O Palácio, embora esteja sempre com alguma intervenção nas suas estruturas, é um edifício que funciona. Mesmo que a maioria não queira precisar ir por algum problema com a justiça, é possível fazer uma visitação sem maiores impedimentos. Basta um pouco de cuidado para não se perder por lá, o que não é difícil, afinal são 26.000m² de terreno, sendo 20.000m² de área construída, 576 quartos, 8 pátios internos (agora cobertos), todos em níveis que vão até a cúpula central, que fica a 100m acima do piso de mármore da sala dos passos perdidos.

O melhor é que o Palácio vem num pacote completo. Para quem o fizer uma visita, é obrigatório ir ao mirante da praça ao lado para observar a parte baixa da cidade de Bruxelas. Um vista incrível e muito gratificante.

Vista da parte baixa de Bruxelas.

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